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segunda-feira, 2 de março de 2009

"... vamos refletir os pontos que estão impossibilitando a utilização da calculadora..." (IEM 1)

A calculadora e suas limitações
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 22:39

Boa noite a todos!
Em relação às limitações do uso da calculadora nas aulas de Matemática, penso que os itens relacionados a propria máquina, como não respeitar a prioridade das operações, é contornável, pois os alunos podem ser devidamente instruídos.
Quanto ao fato de ser proibido o uso em concursos, não acredito que seja um bom argumento porque vejo a máquina como um instrumento de auxílio e a banca responsável pela elaboração das questões deve fazer essa consideração.
As maiores dificuldades que podem prejudicar a utilização das máquinas se concentram na indisposição do professor e na falta de interesse do aluno, pois esse recurso didático só vai ser útil quando todas as pessoas envolvidas no processo da aprendizagem tiverem a consciência de suas participações.
Sds,
Carlos Leite.

"... Nos cabe a árdua tarefa de fazer com que os alunos cumpram o mínimo do que exigimos em sala de aula..." (IEM 1)

Re: Calculadora e os critérios da descrição e da suficiência
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 19:11

Olá, Jadcele e colegas!
A proposta do colega Eduardo Lyrio em disponibilizar um horário alternativo para qualificar os alunos no uso da calculadora foi louvável, mas infelizmente não vingou devido à falta de interesse dos estudantes, mesmo tendo o apoio da coordenação do colégio privado.
Esse fato, serve para mostrar que: quando há ausência de comprometimento em, pelo menos, um dos lados (aluno ou professor) a atividade a ser desenvolvida tende ao fracasso, mesmo havendo grandes esforços para a implementação de aulas criativas e com recursos tecnológicos.
E, realmente, a missão educacional do professor(a) se torna árdua, uma vez que alguns alunos não recebem a devida educação familiar dentro de seus lares. É lamentável!
Abraços,
Carlos.

"Onde a calculadora pode se enquadrar no que estudamos sobre os critérios de descrição e suficiência da Unidade 1?" (IEM 1)

Calculadora e os critérios da descrição e da suficiência
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 10:59

Bom dia a todos!
O uso da calculadora em sala de aula se enquadra nos critérios da descrição e da suficiência quando o profissional de ensino e seus alunos assumem as respectivas responsabilidades para a realização de determinadas tarefas.
Nas situações-problema aplicadas pelo professor devem constar uma descrição matemática que siga um modelo dentro do interesse e da necessidade dos estudantes, aliado a um critério de suficiência que esteja relacionado aos conhecimentos vivenciados anteriormente.
Diante dessas situações, o emprego da máquina de calcular se tornará útil, sendo um recurso importante e auxiliando de forma significativa na aprendizagem dos conteúdos propostos.
Sds,
Carlos Leite.
"Força Sempre."

Críticas ao Modelo van Hiele - Parte 2 (TEG)

Críticas ao Modelo van Hiele
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 09:08

Bom dia André e colegas!
Quando a autora KALEFF defende o Modelo de van Hiele, cita a sua vivencia no LEG e afirma que as críticas “podem ser ultrapassadas com o emprego de procedimentos didáticos mais adequados aos dias atuais”, na expressão em destaque fica implícito que há rejeição às práticas de ensino tradicionais.
Penso que não deva existir um Modelo Pedagógico ideal que se enquadre na realidade escolar, nesse sentido as contestações fundamentadas são necessárias para que ocorram melhorias no ensino-aprendizagem. A exposição das críticas favorece o debate e ajuda no enriquecimento intelectual das pessoas.
A coordenação da disciplina TEG utiliza a teoria de van Hiele como guia, não cabe aqui a discussão de outros modelos, mas sugiro que sejam analisadas as observações de outros pesquisadores, como por exemplo, as críticas no campo ideológico que podem ser vistas na referencia bibliográfica que postei no dia 28/02/2009 (14:56h) em resposta ao questionamento da colega Lídia.
Sds,
Carlos Leite.
“Força Sempre.”

"... fica confuso o aprendizado do aluno quando é modificado o conteúdo do nível anterior? Não seria mais fácil passar o conceito por completo?” (TEG)

Re: Fórum 4 - Modelo Van Hiele - Grupo Pesquisador
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 01:04

Boa noite a todos!
(“Segunda Parte”)
A colega Gabriela questionou: “... Outra característica é que uma relação que é aceita como correta em um nível pode ser modificada em outro. Desta forma não fica confuso o aprendizado do aluno quando é modificado o conteúdo do nível anterior? Não seria mais fácil passar o conceito por completo?”
A conclusão do “item 4” das Propriedades do Modelo de van Hiele quando afirma que “uma relação que é aceita como correta em um nível pode ser modificada em outro” parece uma contradição ao seguinte apontamento feito pelos estudos: “concepções errôneas, quando aprendidas, têm mais chances de não serem esquecidas”.
Quanto a “passar o conceito por completo”, pode ocorrer o fato da aprendizagem não ser significativa, pois a assimilação dos ensinamentos ficará retida por pouco tempo na memória dos alunos e alunas.
Sds,
Carlos.

“... Podemos dividir esta classe em grupos que se encontram no mesmo nível, ou agruparmos os alunos dessa classe de forma aleatória ?..." (TEG)

Re: Fórum 4 - Modelo Van Hiele - Grupo Pesquisador-Primeira Parte
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 01:00

Boa noite a todos!
(“Segunda Parte”)
O colega Alexandre da Silva questionou: “... Podemos dividir esta classe em grupos que se encontram no mesmo nível, ou agruparmos os alunos dessa classe de forma aleatória ? [...] Então pode ocorrer dos grupos estarem em faces diferentes ? Qual a melhor forma de trabalhar com esta classe?”
A autora KALEFF quando relata “Observações Advindas da Prática Pedagógica no LEG” (Unidade 2; páginas 48 e 49), afirma que a realização de tarefas em grupos de alunos, na fase da EXPLICITAÇÃO, facilita a interação.
O professor é que determina quais fases devem ser aplicadas em determinado nível de pensamento, o agrupamento de alunos que estão no mesmo nível torna harmonioso o binômio ensino-aprendizagem. Numa classe em que os estudantes se encontram em níveis distintos, o emprego da FASE 3 contribuirá para o desenvolvimento do conceito geométrico, pois terá que haver diálogos entre todos na sala de aula sobre as experiencias vivenciadas.
Sds,
Carlos.

“Por qual motivo não é necessário que o professor empregue a sequência das cinco fases? Não seria mais adequado utilizá-los sempre?” (TEG)

Re: Fórum 4 - Modelo Van Hiele - Grupo Pesquisador
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 00:56

Boa noite a todos!
(“Segunda Parte”)
A colega Glaucia fez o seguinte questionamento: “Por qual motivo não é necessário que o professor empregue a sequência das cinco fases? Não seria mais adequado utilizá-los sempre?”
O Modelo de van Hiele considera que o professor pode ou não aplicar todos os procedimentos didáticos das 5 fases de ensino, tornando a utilização das fases facultativa. A necessidade do uso das fases vai depender do conceito geométrico que está sendo desenvolvido em cada nível de pensamento.
A metodologia de ensino focada nas 5 fases possibilita empregá-las fora da sequencia que são apresentadas. Isso ocorre porque em cada nível o professor deve procurar saber quais são os conhecimentos anteriores dos alunos sobre o tópico a ser estudado para poder escolher as fases adequadas à aplicação do conceito.
Sds,
Carlos.

"... Será que trabalhar atividades com nível mais baixo desmotivaria parte do grupo que se encontra num nível mais elevado?” (TEG)

Re: Fórum 4 - Modelo Van Hiele - Grupo Pesquisador
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 2 março 2009, 00:52

Boa noite a todos!
(“Segunda Parte”)
A colega Cristiane, questionou: “Sabemos que os alunos apresentam muitas dificuldades em geometria e que com o pouco tempo de aula fica complicado trabalhar atividades para cada nível de aprendizagem. O que fazer? Será que trabalhar atividades com nível mais baixo desmotivaria parte do grupo que se encontra num nível mais elevado?”
As pesquisas do casal van Hiele feitas na década de 1950 mostraram que existiam diferentes níveis de pensamentos entre os alunos, e estes, em relação ao professor, numa mesma sala de aula, causando a desarmonia ensino/aprendizado em Geometria. Mas, essas dificuldades permanecem até hoje, devido a vários fatores relacionados à falta de estrutura.
Pierre van Hiele, afirma que ao se ministrar conteúdos em níveis diferentes ao que o aluno se encontra não ocorrerá a construção da aprendizagem significativa.
Atividades em grupo podem auxiliar o professor a desenvolver uma metodologia guiada pelo Modelo van Hiele, poupando tempo e reunindo alunos de níveis distintos.
Sds,
Carlos.