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segunda-feira, 6 de abril de 2009

"... mesmo dando início ao conteúdo através da visualização, se nós professores, não estivermos dispostos a arregaçar as mangas..." (TEG)

Re: Fórum 8 - Axiomática Euclidiana - Grupo Pesquisador
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 6 abril 2009, 22:42

Boa noite, Jadcele!
Voce tem toda razão ao afirmar, em outras palavras, que os professores tem que ter disposição e devem se desdobrar para iniciar o ensino de um aprendizado novo, principalmente quando há limitação de recursos didáticos e existe um grupo heterogeneo de alunos dentro de uma sala de aula. E, esse primeiro conteúdo é fundamental para a construção do conhecimento.
Em relação às nossas atividades neste curso, de fato tem sido muito desgastante, pois temos que honrar compromissos profissionais e qualquer horário disponível dedicamos às tarefas exigidas pelas disciplinas, e simultaneamente, não podemos nos esquecer de nossas famílias.
Jadcele, conforme disse a coordenadora AnaK, "suas mensagens são cheias de sentimentos", então se permita a vivenciar este momento único, lembre-se que muitas pessoas gostariam de estar fazendo uma pós-graduação de alto nível como esta; portanto, continue nessa luta.
Concluindo, sábado estive no pólo e a dedicação da turma é algo contagiante.
Abraço,
Carlos.
"Força Sempre."

Tarefa3_Resenhacrítica(IEM1)_CarlosLeite








Curso: Novas Tecnologias no Ensino da Matemática


Disciplina: Informática no Ensino da Matemática I


Aluno: Carlos Alberto Soares Leite


Pólo: Campo Grande (Grupo C)


Tutor: Leonardo Zanette


Tarefa 3: Resenha crítica da Unidade 5





O Uso de Software de Geometria Dinâmica no Ensino de Números Complexos, texto escrito pelo Professor Carlos Eduardo Mathias Motta, objetiva mostrar os números complexos como meio concreto para a integração entre a álgebra e a geometria, utilizando-se recursos tecnológicos ou papel quadriculado e o geoplano que serão úteis na proposta da construção de um novo conceito de número, em virtude da fragmentação conceitual existente no Ensino Médio.


Segundo o autor, as influencias do Movimento da Matemática Moderna (1960 – 1970) provocaram uma separação entre assuntos algébricos e geométricos nos conteúdos dos livros didáticos brasileiros que deixaram de ser contextualizados, dificultando a correlação de diversos assuntos. Em conseqüência, algumas escolas dividiram os professores em: professores de álgebra e professores de geometria, sendo que os professores de álgebra foram considerados “professores de matemática” o que leva os alunos pensarem que a matemática é mais bem representada pela álgebra do que pela geometria.


O Professor Carlos Mathias inicia seu texto com uma boa história fictícia, cujos personagens “João” e o “professor de matemática” proporcionam diálogos que podem ser facilmente presenciados nas salas de aula, e qualquer aluno ou professor da vida real é capaz de se identificar com algum desses seres fictícios. A história retrata uma das realidades que ocorrem nas escolas quando se aborda o tópico sobre os números complexos: este assunto é exposto na resolução das equações de terceiro grau e não antes, nas equações de segundo grau; são apresentadas falhas na apresentação conceitual, onde o número imaginário é usado para definir um número complexo, assim como, a notação de produto usada para os números complexos foi a mesma que se utiliza para os números reais.


Os equívocos apresentados muitas vezes são decorrentes dos seguintes fatores: falta de preparo de alguns profissionais educadores, má qualidade do ensino, ausência de estrutura no estabelecimento escolar, erros nos conteúdos dos livros didáticos, limitações de horários e etc.. Esse conjunto de situações, aliado ao fato de que os números complexos não são capazes de representar, em geral, resultados de processos de contagem ou medida, contribui para que a maior parte dos alunos e professores pense que é dispensável o estudo dos números complexos.


Carlos Mathias propõe uma releitura dos conjuntos numéricos embasada nas questões contextuais, no caso dos números reais, abrangeria o universo dos processos de contagem e de medida e seria uma forma distinta da usual que é mostrada nas escolas através da cadeia de inclusões ou apresentação de diagramas dos conjuntos. Os reais também podem representar resultados em processos geométricos, os quais formariam o novo conceito dos números complexos.


A generalização do conceito requer um pensamento intuitivo que seja capaz de relacionar a geometria da reta dos reais com as idéias da operação de soma ao plano, por meio de translações, e operação de produto real ao plano, através do uso do produto matricial, que executa as transformações geométricas promovidas no plano. Em resumo, seria olhar para os números representados por símbolos como coordenadas de um ponto em um plano cartesiano para dar um enfoque geométrico.


Os procedimentos apresentados para descrever a construção do conceito de número complexo e suas novas operações não são fáceis para serem executados na sala de aula, torna-se necessário o uso de recursos tecnológicos ou de papel quadriculado e o geoplano, que possibilitarão ao aluno observar, comparar e verificar as transformações geométricas.


As atividades propostas ao final do texto mostram, entre outros fatos, que através dos números complexos, também é possível trabalhar o conceito de semelhança. As tarefas apresentadas servem de referencias para que o docente possa planejar aulas mais construtivas, integrando conceitos algébricos e geométricos, diante de um assunto que na maioria das vezes é tratado como supérfluo.


Os números complexos carecem de um melhor entendimento, percebe-se que a dificuldade para a compreensão desses números começa pela própria terminologia que sugere a idéia de serem inacessíveis, mas a principal barreira é a questão da falta de conhecimento das suas aplicações. Em conseqüência, o seu conteúdo quando é ensinado, é exposto de maneira superficial, sem qualquer contextualização.


A defesa feita pelo Professor Carlos Mathias para a manutenção desse tópico no Ensino Médio é louvável. O maior problema consiste em preparar adequadamente os professores que não tiveram o privilégio de estudar números complexos enquanto alunos. A proposta de releitura dos conjuntos numéricos, não seria o suficiente. É preciso fazer uma revisão de toda história dos conjuntos numéricos para que o conjunto dos complexos seja inserido nesse contexto.


Critica-se o Movimento da Matemática Moderna, mas na verdade devem-se repudiar os excessos que foram cometidos; o uso de simbologias facilita a interação em um mundo cercado de símbolos. O ideal é integrar os elementos simbólicos da álgebra com os fatos contextuais geométricos.

Quando o texto começa abordar a criação do novo conceito numérico, sua leitura não é muito simples, exige atenção e concentração para poder interpretar as argumentações do autor. O assunto desperta o interesse e leva a buscar outras fontes de referencia. Apesar de existirem poucos livros didáticos que tratam os números complexos com relevância, na internet encontram-se alguns sites que dão exemplos de algumas de suas aplicações e apresentam as definições dentro de um contexto geométrico, mostrando inclusive animações visuais que facilitam a compreensão.

Pode-se concluir que a existência de “várias matemáticas” prejudica o processo ensino-aprendizagem, e que a integração entre as posturas algébricas e geométricas deve prevalecer sempre que possível para favorecer a associação entre os temas correlacionados. Utilizar os números complexos para promover essa integração não é tarefa fácil, tem que haver um planejamento criterioso, caso contrário os resultados serão frustrantes.



Fonte de referencia: MOTTA, Carlos Eduardo Mathias. O Uso de Softwares de Geometria Dinâmica no Ensino de Números Complexos. Unidade 5. Universidade Aberta do Brasil. Curso de Especialização em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática.

"... Já pensei em criar um blog para colocar questões e discutir conteúdos, mas ainda não tive oportunidade..." (IEM 1)

Re: Unidade 5 - Tópico II (1º a 7 de abril)
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 6 abril 2009, 09:59

Olá, Cristiane!
Certamente, a internet é uma excelente ferramenta e o nosso curso exemplifica e constata esta situação.
Crie o seu blog, você terá mais uma alternativa que contribuirá para o enriquecimento da sua carreira profissional.
O motivo que me levou a ter um blog, foi o fato de querer armazenar cópias (backps) das minhas mensagens nos fóruns em um meio que não irei perde-las e qualquer pessoa pode acessar em busca de referencias sobre alguns assuntos que estudamos. Mas, percebo que pode ter utilidades bem maiores, vai depender da criatividade de cada pessoa.
Abraço,
Carlos.
Obs.: o endereço do meu blog é http://carlosbbleite.blogspot.com/.

Dissertação sobre números complexos (IEM 1)

Re: Unidade 5 - Tópico II (1º a 7 de abril)
por Carlos Alberto Soares Leite [ANcgr] - segunda, 6 abril 2009, 09:07

Bom dia, Elizabete!
Parabéns pela excelente contribuição, o link <http://www.ppgecnm.ccet.ufrn.br/publicacoes/publicacao_34.pdf> disponibilizado por você, é uma dissertação de mestrado sobre números complexos, realizada por Nanci Barbosa Ferreira Araújo para UFRN, em 2006. É um trabalho atualíssimo, dentro da realidade educacional brasileira, pois a autora menciona algumas dificuldades encontradas durante a confecção de sua obra, como: greve dos professores, reposição das aulas, resistências dos alunos, frustração do professor, falta de material e ausência de alunos.
O material é enriquecedor, diria completo, que abrange todas as etapas para o desenvolvimento de uma metodologia de ensino (identifiquei-me com a engenharia didática), e trata-se de uma ótima referência em virtude dos poucos trabalhos que tem sido elaborados e aplicados aos números complexos.
Obrigado,
Carlos.